“A população não fazia idéia do que acontecia dentro da fábrica”, revela a presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Confecção em Geral (Sindcon), Priscila Sampaio. Durante a manhã desta terça-feira, 02/02, centenas de trabalhadores e militantes de diversos sindicatos cearenses percorreram as ruas de Pacajus, município da Região Metropolitana de Fortaleza, para denunciar os abusos cometidos dentro da fábrica de roupas Famel.
No mais recente episódio, na última semana, cem trabalhadores foram demitidos sem aviso prévio ou pagamento das verbas rescisórias, incluindo mulheres em licença maternidade licença saúde e férias. O ato foi iniciado na porta da fábrica, seguindo em passeata por Pacajus até o consultório do proprietário da empresa, o médico Miguel Brilhante. Além do consultório particular, ele acumula a função de médico perito da fábrica, outro ponto questionado pelo sindicato.
De acordo com o assessor da CUT, Wil Pereira, a manifestação ficou marcada ainda pela solidariedade de diversas outras categorias. “A militância sindical atendeu nossa convocatória e se fez presente dando apoio aos trabalhadores e trabalhadoras demitidos”, destacou ele. De acordo com o Sindicato da Confecção (Sindcon), a empresa informou no ato verbal da demissão que nenhum valor rescisório seria pago e que os trabalhadores “procurassem seus direitos”.
Nenhum aviso prévio foi entregue e os funcionários não demitidos foram ameaçados com novas listas de demissões. O dono da empresa, Miguel Brilhante, alega que as demissões são motivadas por crise financeira. No entanto, mantém em funcionamento lojas em Fortaleza e outros estados, além de manter consultório médico em Pacajus.
Contato: Priscila Sampaio, Presidente do Sindcon (9175.1080) / Wil Pereira, CUT (9921.2025)