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Sindicalistas de todo o Estado participaram do Seminário Feminismo, Democracia e Igualdade no Trabalho!

Gema Galgani discutiu questões feministas.
Foto: Paulo Holanda / CUT-CE
08-03-2010

Durante o evento realizado pela CUT-CE na última sexta-feira, foi discutida a pauta feminista para 2010. Participação política, redução da jornada e igualdade de direitos entre homens e mulheres foram destaque.

“Vivemos em uma ordem que se construiu historicamente na sociedade: patriarcal, capitalista e liberal, com a divisão sexual também no mundo do trabalho. (...) É o movimento feminista que vai publicizar e politizar de forma massificada e universal as experiências das mulheres de intervenção nessa ordem”.


A análise é da doutora em sociologia e professora do Departamento de Economia Doméstica da UFC, Gema Galgani, durante a primeira mesa de debates do Seminário Feminismo, Democracia e Igualdade no Trabalho!, realizado pela CUT-CE na última sexta-feira, 05 de março. Dirigentes de diversos sindicatos e entidades de todo o Ceará participaram do dia de discussões no Auditório da Fetraece, em Fortaleza, como parte das atividades pelos 100 anos do Dia Internacional da Mulher.


“Nesses 100 anos de simbolismo do Dia 8 de março, não queremos flores, queremos direitos!”, defendeu a secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, que integrou a mesa “A organização das mulheres no mundo do Trabalho”. Ela destacou a plataforma de lutas do movimento sindical brasileiro e os desafios para o ano de 2010. “Queremos redução da jornada de trabalho, mais tempo para o lazer, qualificação profissional e autonomia. O Dia da Mulher surge das lutas pela redução da jornada, por melhores condições de trabalho e participação”, ressaltou.


Durante o Seminário, Rosane Silva lançou no Ceará o abaixo-assinado nacional pela ratificação no Brasil da Convenção 156 da Organização Internacional do Trabalho (OIT. O tratado garante o compromisso do governo brasileiro por igualdade de oportunidades e de tratamento para trabalhadores de ambos os sexos com responsabilidades familiares. O Brasil é o único país da América Latina ou o único país do Mercosul que ainda não ratificou a Convenção nº156, criada pela OIT em 1981.


As atividades do dia começaram com um café da manhã oferecido às participantes, seguido da acolhida “Um toque de beleza”. Profissionais vinculadas ao Sindicato dos Cabeleireiros do Estado do Ceará ofereceram serviço de maquiagem para as mulheres, que aprovaram a iniciativa. “Claro que temos que fazer o debate, mas a intenção é reconhecermos nós mulheres como seres especiais. Somos belas, e qual mulher não gosta de se sentir bonita?”, diz a Secretária para a Mulher Trabalhadora da CUT-CE, Carmem Santiago.


A mesa de abertura contou com ampla representatividade do movimento sindical brasileiro. Além da Secretária para a Mulher Trabalhadora da CUT-CE, Carmem Santiago, a presidente nacional da Confetam, Graça Costa, e a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva integraram a mesa de abertura. Também contribuíram durante a abertura, as representantes da Fetraece, Lucilene Batista, da Fetrace, Maria dos Reis Ribeiro, a presidente da Fetamce, Sebastiana Faustino. Deram ainda uma saudação ao evento, com breve análise de conjuntura, a representante da Marcha Mundial de Mulheres, Simone Holanda, do Elo Feminista, Lanna Kely, a representante da Casa Chiquinha Gonzaga, Eliane Arruda, do Fórum Cearense de Mulheres, Sheila Nogueira, a coordenadora de Mulheres da Prefeitura de Fortaleza, Raquel Viana e a representante do Instituto Negra, Meire Silva.


Durante a tarde, a deputada estadual Rachel Marques foi palestrante na mesa Mulher, Poder, Participação e Democracia. Entre as participantes, muito interesse nas discussões. “Estou gostando muito do que está sendo dito, como no tema das creches, da participação política e da plataforma das trabalhadoras”, apontou a coordenadora de mulheres do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Morada Nova, Suely Barreto.


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