A realidade do sindicalismo cearense, dificuldades, avanços e lutas foram apresentados a uma comissão de representantes da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL) durante café da manhã na sede da CUT-CE, nesta segunda-feira (20/07). O encontro teve como objetivo promover o intercâmbio sindical e estreitar os laços entre as centrais. A conjuntura mundial do trabalho, as características da economia na Itália e a distribuição das atividades produtoras entre as regiões foram apresentadas para um auditório lotado de sindicalistas dos diversos ramos representados pela CUT-CE e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
“Muito importante essa visita da CGIL fortalecendo sua relação política com a CUT”, destacou o presidente da CUT-CE, Jerônimo do Nascimento. A CGIL representa atualmente 70% dos trabalhadores sindicalizados na Itália e está presente em todas as regiões do País. Durante o encontro, os sindicalistas cearenses puderam contar da experiência nos diversos municípios do Estado e fazer perguntas sobre a realidade do outro país.
“Os ataques ao trabalho são muito fortes”, destacou o representante da CGIL, Claudio Zaccarin. Para ele, o mundo do trabalho enfrenta uma fase difícil tanto nos países desenvolvidos, quanto nos em desenvolvimento. “Precisamos ter alternativas ao capitalismo. Hoje, a única forma que conhecemos é o capitalismo, diferente de outros tempos. Esse é um sistema que funciona parcialmente, porque dá mais atenção para a economia do que para as pessoas”, analisou.
Zaccarin ressaltou que o desemprego está crescendo na Itália, país onde os sindicatos enfrentam um governo de centro direita,que desenvolve ações contra a organização dos trabalhadores. “O governo vem tentando dividir a nossa força”. Ele considera que é fundamental o trabalho de formação dos movimentos. “Acreditamos que se todos tiverem direito a formação e cultura, o movimento ficará mais forte”, defende.
Os integrantes da CGIL estão no Brasil para a inauguração do Centro de Formação Frei Humberto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, voltado aos movimentos sociais e teve co-financiamento da central italiana. A inauguração ocorreu no dia 21 de julho, às 17h, na rua Paulo Firmeza, nº 445, Bairro São João do Tauape.